quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No aperto: 30% da renda dos brasileiros está comprometida até o Natal

SÃO PAULO - Os consumidores estão com 30% da renda comprometida até o Natal, mostra estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Fractal.
“Os resultados apontam para um consumo movido a crédito e para uma inflação de demanda sustentada pelo estímulo ao endividamento excessivo”, afirmou o diretor presidente do instituto, Celso Grisi.
O especialista critica o fato de dados apontarem que o endividamento das famílias brasileiras é um dos menores do mundo. Segundo ele, o Ministério da Fazenda compara o grau de endividamento do Brasil ao dos países desenvolvidos e conclui que a proporção do endividamento das famílias em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) é baixa.
Segundo o levantamento, 11% dos endividados declararam que não será possível pagar suas dívidas. “As famílias consumiram muito. Entretanto, os números apontam para sua fragilidade financeira”, ressalta Grisi.
Para Grisi, a elevação das taxas de juros pode agravar ainda mais o quadro de comprometimento da renda das famílias e tornar a inadimplência um fenômeno expressivo no quadro creditício no primeiro semestre do próximo ano.

Alimentos

A pesquisa mostra que os gastos com alimentação foram os mais significativos, considerando a população entrevistada na cidade de São Paulo. Dos pesquisados, 26% concentram os ganhos com produtos desse grupo.
Considerando a baixa renda, 32,5% concentram os gastos com alimentos. “Esse comportamento explica o uso intensivo de cartões de crédito nos supermercados, em todas as classes”, afirma Grisi.
Para ele, contudo, com a alta dos preços e dos juros, será preciso equilibrar o orçamento familiar e, para isso, as despesas devem ser reduzidas.

Endividamento

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado na segunda (6), mostra que, em novembro, 52,4% das famílias brasileiras estavam endividadas.
A pesquisa revela que as mulheres estão mais endividadas que os homens: 53,62% têm dívidas. Dessas, 10,37% estão muito endividadas, 17,86% mais ou menos endividadas e 25,39%, pouco endividadas.
Já entre os homens, 49,43% estão endividados, sendo que 7,39% estão muito endividados, 16,2%, mais ou menos endividados e 25,82% estão pouco endividados.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Empréstimos Online: Tudo o Que Você Deve Saber Sobre Social Lending

Quando se fala de empréstimos online, geralmente, se pensa no pedido de empréstimo feito através de um módulo online

Na realidade, assim como a Internet e as redes sociais influenciaram as mídias e o marketing com as dinâmicas virais, elas também estão influenciando fortemente os produtos financeiros como os empréstimos.

Um sistema de empréstimo, ou melhor, de micro-crédito gerido com dinâmicas sociais é chamado de Social Lending, ou empréstimos P2P.


Se você ainda não conhece os empréstimos sociais, eis o que deve saber:

Qual é a diferença entre o Social Lending e os empréstimos tradicionais?

Nos empréstimos normais é o banco que lhe empresta o dinheiro, no Social Lending são pessoas físicas como você que lhe emprestam.

Se não me concedem um empréstimo em um banco posso obtê-lo em um desses sites?

Dificilmente. Mesmo nos empréstimos sociais online o rating do requisitante é calculado (o risco para os investidores que lhe emprestam o dinheiro). Se você é considerado de alto risco para um banco, provavelmente o será também online.

Tenho que dar garantias para pedir um empréstimo?

Não, ou pelo menos, não da forma exigida pelos bancos.

Então, posso não restituir o meu débito? Não dei nenhuma garantia mesmo…

Em teoria, sim, mas considere que não se obtém altas quantias de dinheiro com o Social Lending. E não saldar uma pequena soma de dinheiro comporta a impossibilidade de utilizar de novo esta oportunidade no futuro, e para sempre, além de ser inscrita no Cadastro de Serviços de Crédito brasileiro. Convém?

Se são pessoas físicas como eu que emprestam dinheiro, então, eu também posso emprestar.

Exato. Em uma plataforma de Social Lending você pode se inscrever tanto para pedir empréstimos quanto para investir dinheiro emprestando a quem pede.

Se eu quero emprestar dinheiro e o requerente não tem que dar garantias, que garantias eu tenho?

Não existe um limite máximo de dinheiro que você pode investir, que é subdividido em partes.
Entretanto aconselho seriamente a você diversificar os seus investimentos, isso limita o seu risco e evita especulações.
Consequentemente, a pessoa que pede o empréstimo também receberá o dinheiro de um vários investidores, não só de um.

Mas, qual é a taxa de juros?

Este ponto é, talvez, o aspecto mais interessante dos empréstimos sociais: a taxa de juros é estabelecida por quem pede o empréstimo. O requerente apresenta o pedido especificando a soma, as motivações do pedido e a taxa que está disposto a pagar.

Mas, então posso pedir um empréstimo com uma taxa baixíssima!

E quem vai querer lhe emprestar? São as leis da oferta e da procura. Se a taxa for muito baixa ninguém lhe oferecerá dinheiro, e você será obrigado a reapresentar o pedido aumentando a taxa. Portanto, como você pode ver, não é nada mais, nada menos que as leis de mercado, com a diferença que os bancos estão fora do jogo.

Concluindo

Espero ter conseguido explicar o conceito de empréstimo social. E esteja atento ao fato de que cada plataforma de Social Lending tem as suas próprias regras, por isso considere as informações deste post como uma orientação genérica.
Eis algumas plataformas de empréstimos peer-to-peer:

  • Zopa
    O precursor, o primeiro site de empréstimo social do mundo, sediado no Reino Unido.
  • Prosper
    Líder do setor nos Estados Unidos.
  • Kiva
    Orientado a microcrédito a favor de países pobres, sediado nos EUA.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Seis em cada dez brasileiros vão usar 13º salário para pagar dívida

Pagar dívidas é o destino do 13º salário da maioria dos brasileiros. Segundo pesquisa da GfK obtida pela Folha, 60,6% das pessoas que vão receber o benefício usarão os recursos para quitar débitos.
De acordo com o levantamento, que ouviu 400 pessoas em 12 regiões metropolitanas do país, essa finalidade vai consumir em média 42% do 13º dos entrevistados.



O percentual sobe entre as classes C e D (54% em média), mas também é alto entre as pessoas de alta renda (32% nas classes A e B). Isso indica que o endividamento não é reflexo
apenas da carência de dinheiro, mas também da impulsividade e da falta de planejamento.

A boa notícia é que, de acordo com a pesquisa, o segundo principal destino do 13º dos brasileiros (em média 20% dos recursos) será a poupança e os investimentos, o que mostra a intenção em se precaver para as necessidades futuras ou juntar para comprar itens de maior valor.

Presentes e viagens são o terceiro e o quarto maiores focos de gastos. Até porque dinheiro também é consumo e lazer.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

4 DICAS PARA INVESTIR NO FAIRPLACE COM O MELHOR RISCO/RETORNO

Pessoal, como os investimentos P2P estão ainda no começo em nosso país, é muito difícil encontrar artigos com dicas e aconselhamentos para a montagem de portfolio junto ao Fairplace no Brasil, objetivando uma melhor equação de risco/retorno, portanto, tento traduzir e resumir alguns artigos interessantes encontrados na web.

È importante salientar que nem tudo que se aplica aos americanos obrigatoriamente funcionará para nós aqui no Brasil, portanto, leia, reflita, forme suas convicções e somente após estas etapas, execute as suas decisões.

Este artigo baseia-se num debate online com Scott Langmack, um veterano investidor do Lending Club, uma empresa que presta serviços de empréstimos P2P,  que tem um retorno médio de 12,6% nos últimos dois anos, lembrando que os títulos americanos pagam hoje uma taxa média de 2,50% a.a. (T NOTE 10).
Durante o seminário, Langmack compartilhou algumas dicas para seu “portfolio” ser capaz de "bater a média", em relação ao risco/retorno.

 O que segue é um resumo de quatro dicas para maximizar os risco/retornos.


1. A diversificação é essencial;

Langmack argumentou que, para alcançar a estabilidade máxima, você precisa possuir mais de 400 empréstimos em sua carteira. Supondo que você invista o valor mínimo de R$ 50,00 em cada empréstimo, você terá em carteira R$ 20.000,00. Essa é uma tarefa bem difícil para muita gente, e pode ser demorado para montar uma carteira desse tamanho.



A boa notícia é que ele não está dizendo que você não deve investir com menos. Pelo contrário, ele está dizendo que com menos empréstimos ativos,  menos previsível o seu retorno será. No nível de 400 empréstimos, a lei dos grandes números toma conta e seu retorno torna-se muito mais previsível.


Em outras palavras, se há uma taxa padrão esperado de inadimplência de (digamos) 5% para um grau determinado de crédito, você pode estar certo de que você vai chegar em 20 empréstimos com inadimplência se você comprar 400 notas. Se você comprar apenas 10 notas, no entanto, é bem possível que você vai ter azar e acabar com 2-3 empréstimos em default.


2. Avalie a estabilidade no emprego do Tomador do empréstimo;


Quando for analisar o Tomador para efetuar o empréstimo, não basta olhar apenas para a renda mensal dele, dê uma olhada no que a pessoa faz para viver, e quanto tempo ele está fazendo isso.

Se o Tomador é recém contratado, ou com pouca experiência em um negócio, caso seja empreendedor, preste muita atenção, porém, em contrapartida, os funcionários públicos principalmente os concursados eliminam em 99% este risco, que é um dos fatores principais que desencadeiam uma inadimplência futura.

3. Selecione o tipo de empréstimo;

Quando os empréstimos são listados no Fairplace, o Tomador faz uma pequena explicação para justificar o empréstimo. O problema desse modelo é que você está confiando na honestidade do Tomador. É primordial ao efetuar um empréstimo saber o motivo que originou aquele empréstimo pois reflete diretamente nas taxas de inadimplência futura.

No topo da pirâmide estão os empréstimos para cobrir férias ou casamentos, ou para re-financiar dívida de cartão de crédito a uma taxa mais baixa. Esses empréstimos têm uma taxa média de inadimplência de 2%.

Em seguida estão os empréstimos para comprar um carro ou comprar outros produtos, despesas médicas, reformas nas casas, ou despesas de mudança. Esses empréstimos têm uma taxa média de inadimplência de 3,5%.

Finalmente, temos os empréstimos para consolidação da dívida, despesas educacionais e para empreendimentos comerciais. Esses empréstimos têm uma taxa média de inadimplência de 5%.

Claro, que há algumas zonas cinzentas aqui ... Como você distingue entre alguém de refinanciamento da dívida de cartão de crédito contra alguém tentando consolidar suas dívidas? Enquanto o primeiro é sem dúvida um movimento positivo de dinheiro, este último pode ser que o último ato de um devedor desesperado. Infelizmente, a distinção entre os dois pode depender de um julgamento.

4. Selecione sua taxa de retorno esperado;

O último passo é determinar que tipo de retorno que você está procurando, bem como quanto risco você pode tolerar. Na extremidade inferior, Langmack diz que você pode obter retornos de 7-8% com "baixa volatilidade" e "risco muito baixo", investindo em empréstimos de alto risco. Eu acho que o verdadeiro montante de risco continua a ser visto e refletido, mas as taxas históricas de reembolso parecem apoiar o seu ponto de vista.

Langmack está procurando retornos superiores a média, na faixa de 12% a.a. (EUA), em outras palavras, ele pula da categoria A e categoria B, e vai direto para os empréstimos de maior risco. Como mencionado acima, escolhendo cuidadosamente seus empréstimos e utilizando essas dicas, essa estratégia resultou em um retorno de 12,6% anuais.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

7 lucrativas razões para se tornar um investidor de empréstimos P2P:

  1. Boa rentabilidade - Desde maio de 2010, os investidores estão ganhando um retorno mensal acima de 2% ao mês. Veja os dados operacionais neste blog.
  2. É simples - O dinheiro é investido em um consórcio de empréstimos feitos para os tomadores de crédito. O cadastro é rápido e fácil.
  3. É Seguro - Muitos tomadores solicitam crédito, mas menos de dois em cada dez tomadores são aceitos pela comunidade de empréstimo.
  4. É fácil – Você monta sua carteira de empréstimos segundo os seus critérios. Os investidores devem diversificar os seus investimentos através de dezenas ou centenas de empréstimos.
  5. Você define sua taxa de retorno – Você define a sua taxa de acordo com os seus critérios levando em consideração a equação risco/retorno. Os tomadores pagam uma parcela fixa durante 12 ou 24 meses.
  6. É flexívelVocê pode reinvestir os  pagamentos de juros e do principal de cada mês ou retirá-las, como uma renda auxiliar para ajudar nas despesas mensais.
  7. Fazer o bem - Muitas pessoas acham gratificante poder ajudar outras pessoas a atingir suas metas financeiras, e ajudando a diminuir o monopólio dos juros exorbitantes praticados pelas financeiras no Brasil.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dados operacionais do Fairplace em outubro de 2010

Média do retorno realizado pelos investidores em Outubro/2010

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O retorno médio realizado da carteira de empréstimos da Fairplace, que inclui todos os retornos obtidos pelos usuários, no mês de Setembro/2010 foi de 2,55% a.m. antes das provisões, e 2,30% a.m. após as provisões.
 

Distribuição dos investidores por faixa de retorno

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Carteira Fairplace - posição em 31/10/2010

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A Carteira de empréstimos na Fairplace superou em Outubro 1,9 milhão de reais totalizando 421 empréstimos realizados.
O conceito apresentado é o de valor a receber dos contratos, ou seja, se um tomador deve no total R$ 1.500,00 e tem 1 parcela em atraso no valor de R$ 100,00, o valor computado em atraso é R$ 1.500,00, que é o valor total devido (consideramos em atraso todo o contrato, e não só a parcela vencida).
 

Composição da Carteira por Score

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Esta é a distribuição dos valores dos contratos vencidos por Score, lembrando que os valores vencidos não significam perdas, mas apenas atrasos, e não devem ser comparados com a probabilidade de perda por Score que divulgamos de cada candidato.

Se você ainda não começou a investir, faça como os mais de 2000 investidores que já estão obtendo retornos significativamente maiores que outros investimentos do mercado.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Compare as taxas de juros do mercado com a do Fairplace e faça a sua escolha!

As taxas de juros das operações de crédito voltaram a cair em setembro, registrando a quarta redução neste ano, de acordo com a pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta quinta-feira.
Das seis linhas pesquisadas para consumidores, uma teve a taxa de juros elevada e três apresentaram redução (veja tabela abaixo). Na média, passou de 6,75% ao mês em agosto para 6,74%, o menor patamar na série histórica, iniciada em janeiro de 1995.
Essas reduções podem ser atribuídas, na avaliação da entidade, ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após o período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus, à normalização do crédito no mercado internacional, à redução dos índices de inadimplência e à maior competição no sistema financeiro.

Taxas de juros para consumidores, em agosto e setembro
Comércio - de 5,68% para 5,65%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - de 7,45% para 7,47%
Empréstimo pessoal (bancos) - de 4,73% para 4,69%
Empréstimo pessoal (financeiras) - de 9,60% para 9,56%

Você que pretende contrair um empréstimo, recomendo seriamente em utilizar os serviços do Fairplace, por 5 motivos abaixo relacionados:
  1. Juros bem mais baixo
  2. Parcelas fixas
  3. Sem taxas escondidas (manutenção de conta, extrato e etc...)
  4. Prazos de ate 24 meses
  5. Sem vendas casadas (seguro, consorcio, titulos de capitalização)