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segunda-feira, 14 de março de 2011

A Bola de Neve - Warren Buffett e o negócio da vida

Este é o livro definitivo sobre a vida de um dos homens mais respeitados e fascinantes do mundo: Warren Buffett. O lendário investidor pela primeira vez autorizou alguém a produzir a sua biografia, concedendo a Alice Schroeder acesso irrestrito a seus familiares, amigos e parceiros - e, é claro, a ele mesmo.






A autora mergulhou a fundo na vida do empresário, desvendando sua personalidade, suas lutas, seus triunfos e seus momentos de sabedoria e de insensatez. O resultado é a história de um dos maiores personagens de nosso tempo, uma figura complexa e interessante que se tornou uma lenda viva pela fortuna que construiu e, sobretudo, pelas idéias, causas e valores que defendeu.

Este biografia revela o homem por trás do mito e mostra como sua obstinação e seu talento foram sendo lapidados desde garoto - aos 6 anos de idade, ele procurava lucrar vendendo chicletes, aos 7 pediu de presente um livro do mercado de ações, aos 10 fez sua primeira visita à bolsa de valores e, aos 11, seu primeiro investimento.

Apresentando a trajetória de Buffett desde sua infância, nos anos que se seguiram à Grande Depressão, até os dias de hoje, A Bola de Neve conta surpreendentes episódios da vida do empresário que, com sua conduta ética e disciplinada, tratou investidores como sócios e sempre pregou a honestidade como investidor, conselheiro e palestrante.
Ao longo de 60 anos, Buffett fez fortuna identificando valor onde ninguém via e aproveitando-se dos momentos de crise enquanto a maioria parte dos investidores recuava. Dono de um profundo conhecimento e instinto empresarial, além de uma notável capacidade de fazer amigos, sua vida é uma verdadeira aula de negócios, cheia de histórias saborosas e de ensinamentos valiosos.

Como qualquer ser humano, Warren Buffett é uma mistura de força e fragilidade. Por mais notável que seja sua conta bancária, seu legado não é simplesmente a posição que ocupa no ranking das maiores fortunas, mas os princípios e ideais que enriqueceram a vida de tantas pessoas ao redor do mundo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

7 lucrativas razões para se tornar um investidor de empréstimos P2P:

  1. Boa rentabilidade - Desde maio de 2010, os investidores estão ganhando um retorno mensal acima de 2% ao mês. Veja os dados operacionais neste blog.
  2. É simples - O dinheiro é investido em um consórcio de empréstimos feitos para os tomadores de crédito. O cadastro é rápido e fácil.
  3. É Seguro - Muitos tomadores solicitam crédito, mas menos de dois em cada dez tomadores são aceitos pela comunidade de empréstimo.
  4. É fácil – Você monta sua carteira de empréstimos segundo os seus critérios. Os investidores devem diversificar os seus investimentos através de dezenas ou centenas de empréstimos.
  5. Você define sua taxa de retorno – Você define a sua taxa de acordo com os seus critérios levando em consideração a equação risco/retorno. Os tomadores pagam uma parcela fixa durante 12 ou 24 meses.
  6. É flexível – Você pode reinvestir os  pagamentos de juros e do principal de cada mês ou retirá-las, como uma renda auxiliar para ajudar nas despesas mensais.
  7. Fazer o bem - Muitas pessoas acham gratificante poder ajudar outras pessoas a atingir suas metas financeiras, e ajudando a diminuir o monopólio dos juros exorbitantes praticados pelas financeiras no Brasil.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como ganhar um dinheiro extra com empréstimos P2P

O empréstimo P2P está se tornando rapidamente uma nova forma de criar fluxos de renda com alta rentabilidade, embora haja riscos envolvidos, há vários métodos que podem reduzir os riscos para os investidores e oferecer proteção contra a inadimplência.

Se você está procurando uma maneira lucrativa de ganhar um dinheiro extra todos os meses, os empréstimos P2P merecem certamente uma consideração.

Se você ainda não está familiarizado com o funcionamento de empréstimo P2P, posso lhe dizer que é realmente muito simples. Em vez de ir a um banco para tomar um empréstimo tradicional, uma pessoa irá visitar o site do Fairplace. Ele vai solicitar um pedido de empréstimo e futuramente os investidores irão tomar ciência deste empréstimo. O Fairplace antes de publicar a solicitação do empréstimo, irá avaliar o rating de crédito do tomador para determinar a categoria do grau de risco, analisar a documentação solicitada e verificar alguns dados pessoais.

Após a verificação, a solicitação do empréstimo será publicada, e os investidores irão verificar e analisar se eles querem assumir esse risco. O interessante desta modalidade e que o Fairplace permite a partilha de empréstimos, de forma que o risco estará pulverizado, por exemplo, se alguém precisa de um empréstimo de R$ 5000, em vez de um investidor oferecer todo o montante, vinte investidores podem oferecer R$ 250 cada um. Os pagamentos dos juros e as amortizações serão divididos igualmente entre os credores com base no valor inicialmente investido. Como em tudo, certifique-se de diversificar os investimentos, o ideal é que você tenha PELO MENOS de 30-50 empréstimos separados.

O retorno médio da carteira em setembro de 2010 foi de 2,27% ao mês. Tome muito cuidado com esse número, pois é essencial diversificar e manter muitos empréstimos para ter uma alta rentabilidade. Há investidores que conseguem quase o dobro desta rentabilidade média, entretanto, com um risco muito alto, o que, pessoalmente, eu desaprovo, ainda assim, 2,27% a.m. é muito melhor que a conta poupança, que paga 0,5% + T.R. ao mês. 

Embora seja um pouco mais arriscado do que um fundo de investimento, o retorno é muito mais atrativo, pois você poderá ganhar de duas a quatro vezes o montante dos juros sobre o investimento. 

É importante salientar, que existe o risco Brasil, que é referente à fundamentação legal deste serviço, uma vez que a legislação brasileira é omissa e não há, até este momento, nenhuma regulamentação por parte dos agentes governamentais brasileiros.

Quando você for investir em P2P, é importante encontrar um site que lhe fornecerá as ferramentas que você precisa para ter sucesso. O Fairplace, por exemplo, tem um sistema para as cobranças de dívidas, pois na ocorrência de uma inadimplência, o Fairplace precisa ser capaz de lhe proporcionar uma cobrança ética, profissional e, acima de tudo eficiente. Outra ferramenta bastante eficaz é a análise de rating fornecida pela Serasa Experian.

Atualmente, o Fairplace não permite os pedidos de empréstimo de tomadores com rating de crédito inferior a C, o que reduz consideravelmente a quantidade de risco total, mas mesmo assim, você deve investir em tomadores com graus mais altos de crédito. Faça um teste, depois de conseguir certa experiência você poderá pensar em expandir seu horizonte de investimentos.

Enquanto não há, uma solução mágica quando se trata de simplesmente ganhar dinheiro, você poderá ganhar um retorno extremamente agradável sobre seus investimentos P2P e obter o benefício de gerar múltiplos fluxos de renda em datas diferentes. Se você tem apenas uma pequena quantia para investir e você não quer deixar na poupança com rendimentos mínimos, considere seriamente investir em um empréstimo P2P.

Tenha em mente que qualquer negócio tem seus riscos, mas os benefícios dos empréstimos P2P pode compensá-los. Ao escolher o tipo certo de empréstimo, você poderá reduzir seus riscos e gerenciar seus investimentos. Comece pequeno e assim que começar a obter retornos maiores você poderá investir mais dinheiro. Em geral, os empréstimos do P2P são divertidos e lucrativos, quando bem gerido. 
 
Tenho lido que os empréstimos P2P são viciantes, pessoalmente, estou bem inclinado a este vício.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

10 coisas que um Gerente de Banco nunca vai lhe falar!

1. "O QUE EU OFEREÇO É SEMPRE BOM PARA O BANCO, MAS NÃO PARA VOCÊ"

Quem pensar no gerente do banco como um consultor financeiro pessoal corre o risco de acabar fazendo péssimos negócios. Quase todas as recomendações dos gerentes atendem aos interesses do banco, não aos do cliente. Não é desonestidade pessoal, mas o resultado da forma como os bancos trabalham.

O gerente é um vendedor que tem metas a cumprir para os principais produtos: cheque especial, títulos de capitalização, seguros, poupança , e seu emprego depende de atingir essas metas todos os meses. Obviamente, as metas são estabelecidas de modo que os produtos mais oferecidos sejam aqueles que fazem o banco lucrar mais e, portanto, custam mais para o cliente.

O resultado é que, em um determinado mês, o gerente vai jurar para você que os títulos de capitalização serão o melhor negócio do mundo. No mês seguinte, será a vez da poupança e, depois disso, virão os seguros.

"Por mais persuasivos que sejam os argumentos, não compre o que o seu gerente quer vender, a menos que o produto seja adequado a seu perfil de investidor."

2. "VOU COBRAR DIVERSAS TARIFAS SEM AVISAR"

Muitas vezes os bancos escondem tarifas em seus serviços, que somente serão notadas bem mais tarde, quando chegar a conta. O analista de sistemas Delman Ferreira, de Brasília, imaginava que financiar a compra de seu Polo zero quilômetro em um banco seria melhor do que parcelar na concessionária. As taxas costumam ser menores, e é possível pensava Ferreira evitar gastos como a taxa de abertura de crédito (TAC) cobrada pela financeira da concessionária, normalmente muito superior àquela dos bancos. Por isso, em fevereiro de 2010, Ferreira parcelou a compra em 60 prestações de R$ 943,00. Para pagar a primeira parcela, o analista de sistemas abriu uma conta no banco e depositou R$ 1000,00.
Ao consultar a instituição, dias depois, o analista teve a desagradável surpresa de ver um saldo negativo de quase R$ 300,00. O banco cobrou para manter o limite do cheque especial e a conta aberta. A emissão de extratos também foi cobrada.

3. "O JURO DOBRA SE VOCÊ ESTOURAR O CHEQUE ESPECIAL"

O cheque especial está entre os seis produtos mais rentáveis de qualquer banco. Não é para menos. Em junho de 2010, segundo o Banco Central (BC), os juros cobrados eram de 7,8% ao mês ou mais de 145% ao ano. É uma taxa altíssima. O que poucos clientes sabem é que a conta fica se é que isso é possível ainda mais salgada se os gastos ultrapassarem o limite estipulado pelo banco. Nesse caso, o cliente entra numa linha de crédito específica chamada Adiantamento a Depositante, que tem uma taxa de juro de cerca de 15% ao mês, o que representa estratosféricos 435% ao ano. O cliente também paga uma tarifa média de R$ 20,00 para cada cheque emitido nessas circunstâncias. O peso disso em qualquer empréstimo pode ser demonstrado por um cálculo simples. Imagine um cliente com limite de cheque especial de R$ 1000,00 e que custa 7,8% ao mês. Se, por um descuido, ele passar a dever R$ 1500,00 no cheque especial, terá de pagar por mês R$ 78,00 sobre o limite, R$ 75,00 sobre o excesso de limite e mais R$ 20,00 referentes à tarifa. Se cair mais um cheque, além dos juros, o banco vai cobrar novamente a tarifa de R$ 20,00. São taxas elevadíssimas, mas sua aplicação pelos bancos é perfeitamente legal. Por isso, a recomendação é evitar ao máximo usar o cheque especial e nunca, nunca superar o limite.

4. "SACAR DINHEIRO COM O CARTÃO DE CRÉDITO É CARO"

O cartão de crédito funciona como meio de pagamentos e como forma de o banco emprestar dinheiro automaticamente para o cliente. Por isso, quase todo cartão de crédito permite ao usuário sacar dinheiro em caixas automáticos. Pouca gente sabe. porém, que os encargos que incidem sobre essa operação são salgados. O saque é um empréstimo no cartão, e as taxas médias são de 9% ao mês. Além disso, o usuário paga de R$ 1,95 a R$ 8,00 por saque. O cliente que fizer três saques de R$ 10,00 vai levar R$ 30,00 em dinheiro e terá de pagar R$ 24,00 em juros e tarifas, 80% do total sacado. Esses detalhes constam do contrato do cartão de crédito, mas poucas pessoas se preocupam em lê-lo.

5. "NÃO CONHEÇO BEM OS PRODUTOS DO BANCO"

Em fevereiro de 2010, o engenheiro mecânico paulista e Ph.D. em finanças Marcos Crivelaro decidiu investir R$ 10.000,00 reais em um dos fundos do banco onde tinha conta. Saiu da agência de mãos abanando. Ele havia escolhido um fundo, mas seu gerente não conhecia o produto e, portanto, ignorava que só esta aberto para captação em quatro dias no ano, das 10 às 15 horas. "Até pouco tempo atrás, o fundo não constava nem da tabela de rentabilidade que o banco envia aos clientes", diz Crivelaro.

6. "OS JUROS DO CRÉDITO IMOBILIÁRIO SÃO O DOBRO DO QUE PARECEM"

Comprar um imóvel com financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) parece ser um ótimo negócio. Os juros variam de 6% a 12% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), que costuma ser menor que 3% ao ano. Aparentemente, são taxas muito mais amigáveis do que a média das cobradas pelos bancos. Na prática, porém, outros custos farão o mutuário pagar quase o dobro de juros. Além dos juros, os bancos costumam cobrar uma taxa de administração do contrato que varia de R$ 12,00 a R$ 80,00. Além disso, o mutuário geralmente tem de pagar dois seguros, um por morte ou invalidez permanente e outro por danos físicos ao imóvel. Juntos, eles representam cerca de 9% do valor da prestação, segundo cálculos do professor Rafael Paschoarelli , doutor em finanças pela Universidade de São Paulo e autor do livro A Regra do Jogo (Editora Saraiva, 180 págs.).

Há mais duas taxas no financiamento: a de vistoria do imóvel e a de verificação da documentação. Além disso, o mutuário deve pagar o imposto de transmissão de bens intervivos (ITBI) equivalente a 2% do valor do imóvel, para que o dinheiro do financiamento seja liberado.

Para ter idéia do peso desses adicionais, Paschoarelli simulou um empréstimo de R$ 150.000,00 com taxa de 12% ao ano mais TR. "O comprador paga cerca de r$ 15.000,00 a mais nesses penduricalhos, além dos juros", diz ele. Sua recomendação é fazer as contas com cuidado.

7. "PAGAR DÍVIDAS ANTES DO PRAZO CUSTA DINHEIRO"

O cliente endividado que resolver quitar seu débito com o banco fará um mau negócio. Nesse caso, o banco deverá cobrar uma Tarifa de Antecipação de Crédito, que, na média, é igual a 10% do valor a ser quitado. "Para o banco, não é interessante que você pague a dívida antecipadamente porque, nesse caso, ele não vai receber os juros das parcelas restantes", diz Ricardo Almeida, professor do Ibmec São Paulo. "Se o cliente antecipar o pagamento, o contrato tem de ser revisto, o que gera custo para o banco." Segundo ele, o cliente tem direito de obter desconto na taxa de juro, mas dificilmente deixará de pagar a Tarifa de Antecipação de Crédito.

8. "MEUS FUNDOS DE VAREJO CONSERVADORES RENDEM POUCO"

Quando oferecem um fundo de investimento conservador a seus clientes, muitos gerentes comparam a rentabilidade do fundo com a da caderneta de poupança. "Como a poupança rende muito pouco, um fundo ruim parece ser um excelente investimento quando comparado a ela", diz William Eid Júnior, diretor do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, que realizou a avaliação dos fundos no Guia EXAME de Investimentos Pessoais.

Para evitar ser enganado por essa distorção, o cliente deve tomar um cuidado específico na hora de investir. Nesse momento, a rentabilidade dos fundos DI ou de renda fixa os mais conservadores do mercado deve ser comparada à variação das taxas do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que balizam as operações realizadas entre bancos. Outro cuidado é prestar atenção na taxa de administração, que é a remuneração cobrada pelo gestor do fundo para administrar o dinheiro. Essa taxa é um percentual do total investido, e será cobrada todos os dias, independentemente do desempenho do fundo. Vale aqui uma velha regra do sistema bancário: quem tem menos dinheiro paga mais caro. Fundos de investimento mais populares, aqueles com depósito inicial mínimo de até R$ 1000,00, costumam cobrar as taxas de administração mais altas, que podem chegar a 5% ao ano. Nesses casos, sempre vale a pena perguntar ao gerente qual é a taxa de juro paga para aplicações em renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB), e compará-la com o desempenho do fundo.

9. "A PREVIDÊNCIA PRIVADA CUSTA MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA"

Responda rapidamente: qual é a taxa de administração de seu plano de previdência privada? E a taxa de carregamento? Não se sinta mal por não saber o que esses nomes significam. Milhares de investidores ignoram que os bancos cobram um percentual do patrimônio para gerir o dinheiro (a taxa de administração) e um "pedágio" sobre cada nova aplicação, para cobrir os custos operacionais (a taxa de carregamento). A taxa de administração oscila entre 1% e 4% do total investido, sendo que a média é de 2,3% ao ano. A taxa de carregamento pode variar de 0,5% a 10% de cada aplicação. Sua média, atualmente, é de 3,3%. Os planos de previdência também podem cobrar uma taxa de saída, que incide sobre os valores resgatados e, na maioria das vezes, é de 0,38% sobre o montante resgatado. "Juntas, essas três taxas, mais o imposto de renda sobre os rendimentos ou sobre o total resgatado que podem corroer a rentabilidade do plano", diz Marcelo D'Agosto, consultor da Investmate, consultoria especializada em finanças pessoais, de São Paulo. Como a previdência privada é uma aplicação de longo prazo por excelência, vale muito a pena procurar as menores taxas: a diferença é brutal depois de 15 ou 20 anos.

Por exemplo, o investidor que tiver R$ 1.000.000,00 aplicados vai pagar aproximadamente R$ 10.000,00 por ano a mais a cada ponto percentual suplementar de taxas cobrado pelo banco.

10. "CAPITALIZAÇÃO É UM PÉSSIMO NEGÓCIO"

Um cliente que precise elevar seu limite de cheque especial pode ser "convidado" a comprar um título de capitalização para oferecer "reciprocidade" ao banco. "Os títulos de capitalização são a pior besteira que você pode fazer com seu dinheiro", diz o professor Rafael Paschoarelli . A capitalização mistura poupança com loteria em que o investidor tem a chance de ganhar prêmios em dinheiro sorteados entre os clientes. "A capitalização é um investimento ruim e um jogo ineficiente, pois quem administra essa loteria cobra caro", afirma Paschoarelli. "É melhor arriscar na Megasena."

sábado, 30 de outubro de 2010

O famoso discurso de Gordon Gekko

O discurso de Gordon Gekko, no filme Wall Street (1987), é um clássico da filmografia relacionada ao mundo dos investimentos financeiros. Gekko é o maior representante do paradigma do especulador financeiro desalmado, que na linguagem mais popular dos investidores, é chamado de “tubarão” – uma comparação com nós, os pequenos investidores, que somos chamados de “sardinha”.  No imaginário popular, os tubarões ganham muito dinheiro no mercado financeiro por ter acesso a informações privilegiadas (a insider information) e nós, pobres sardinhas, só podemos comer as migalhas. É claro que, apesar dos esforços pela regulação do mercado, existem especuladores que ganham dinheiro com informação privilegiada (os Gekkos da vida real) – mas isso não significa que investidores de longo prazo não têm chance de enriquecer.



O discurso de Gekko é proferido na assembléia anual de acionistas da empresa Teldar Papers, quando o especulador tenta justificar perante os acionistas a aquisição agressiva do controle da empresa. Nele, Gekko imortaliza a frase “A ganância é boa”, que inspirou uma geração de especuladores. Vamos ao discurso, sem deixar de registrar que o filme foi dirigido por Oliver Stone e que os direitos de distribuição são da Fox:

- Gekko: Bem, eu aprecio a oportunidade que você está me dando, Sr. Cromwell [o Presidente da Teldar Papers, que se opunha à aquisição], como o maior acionista da Teldar Paper, de falar. Bom, senhoras e senhores, nós não estamos aqui para sermos indulgentes com a fantasia, mas com a realidade política e econômica. A América, a América se tornou uma potência de segunda classe. Seus déficits fiscal e comercial são um pesadelo de proporções gigantescas.
Mas nos dias de livre mercado, quando nosso país era a principal potência industrial, havia prestação de contas para o acionista. Os Carnegies, os Mellons, os homens que construíram este grande império industrial, garantiram isso porque era o dinheiro deles que estava em jogo. Hoje, a administração não é proprietária da companhia! Todos estes homens que estão sentados aí em cima [a administração da Teldar] têm menos de 3% da empresa. E onde o Sr. Cromwell investe seu salário de um milhão de dólares? Não nas ações da Teldar: ele possui menos de 1% delas.
Vocês possuem a empresa. É verdade — vocês, os acionistas. E vocês estão sendo enganados por eles, esses burocratas, que almoçam filé, viajam para caçar e pescar, têm jatos corporativos e paraquedas dourados.
- Intervenção de Cromwel: Isso é um ultraje! Sr. Gekko, você saiu de linha!
- Gekko: A Teldar Paper, Sr. Cromwell, a Teldar Paper tem 33 vice-presidentes diferentes, cada um ganhando mais de 200.000 dólares por ano. Agora, eu passei os últimos 2 meses analisando o que esses caras fazem, e até agora não descobri. Uma coisa que eu sei é que nossa empresa de papel perdeu 110 milhões de dólares no ano passado, e eu aposto que metade disso foi gasto com a papelada que vai e volta entre todos esses vice-presidentes.
A nova lei da evolução da América corporativa parece ser a sobrevivência do mais fraco. Bem, no meu livro ou você faz certo ou você é eliminado. Nas últimas 7 transações em que estive envolvido, havia 2.5 milhões de acionistas que tiveram um lucro antes dos impostos de 12 bilhões de dólares. [Palmas] Obrigado. Eu não sou um destruidor de empresas. Eu sou um libertador delas!
A questão é, senhoras e senhores, que a ganância — na falta de uma palavra melhor — é boa. Ter ganância é certo. Ter ganância funciona. A ganância esclarece, separa e captura a essência do espírito evolucionário. A ganância, em todas as suas formas — ganância pela vida, pelo dinheiro, pelo amor, pelo conhecimento — marcou a evolução da humanidade. E a ganância — lembrem-se de minhas palavras — irá salvar não apenas a Teldar Paper, mas aquela outra empresa chamada Estados Unidos da América. Obrigado.”






Uma empresa deve prestar contas a seus acionistas e deve ser lucrativa. Uma empresa não pode ter uma administração burocrática demais. Ela serve para dar maximiazar riqueza para os acionistas. Ela tem que ser agressiva para dar lucros para seus verdadeiros donos, os acionistas. A ganância, nesse sentido, é boa. Não à ganância corrupta, sim à ganância produtiva. Gekko, sendo um especulador inescrupuloso, talvez não defendesse algo como uma distinção entre ganância corrupta e ganância produtiva, mas também podemos extrair essa leitura de seu discurso.
Wall Street  retratou o espírito de uma época que culminou na crise de 1987. Essa semana estreou no Brasil a sequência do filme, Wall Street 2: o dinheiro nunca dorme — e que provavelmente será lembrado como o retrato de uma época que também culminou numa crise, da qual ainda não saímos por inteiro. Uma frase de Gekko que já destaco é: “Alguém me lembrou que eu já disse: a ganância é boa. Agora, ela foi legalizada”. Segue o trailer:



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aprenda como levar uma vida de milionário

São muitas as pessoas que ainda não compreenderam que riqueza não significa o dinheiro que se recebe: se ganhar um milhão e depois o esbanjar, não estará a tornar-se mais rico, mas sim a gastar muito. A riqueza é aquilo que acumulamos e não aquilo que gastamos. Como é que alguém fica rico? Também a respeito desta questão há muito quem se engane. Raramente é a sorte, uma herança ou mesmo a inteligência que constroem fortunas. A riqueza é, em muitos mais casos, o resultado da dedicação ao trabalho, da perseverança e, acima de tudo, da disciplina.
Serão então os milionários gente aborrecida? De acordo com os padrões de Hollywood, talvez. Mas esta gente aborrecida tem algo de entusiasmante a ensinar-nos acerca do dinheiro. A postura é a maior diferença entre os milionários e os outros. Também aprendi que os milionários seguem certas regras. Aqui estão algumas das mais importantes:

1. Viva abaixo das suas posses.

Os acumuladores de riqueza mais bem sucedidos gastam muito menos do que poderiam em casas, automóveis, férias e divertimentos. Porquê? Porque estas coisas rendem muito pouco ou nada. Os ricos preferem aplicar o seu dinheiro em investimentos ou nos seus negócios. Eis uma atitude.
De acordo com a visão de muitos milionários, uma casa de luxo é um mau investimento. Para que pagar centenas de milhares por uma casa se algumas dezenas bastariam? O dinheiro que sobra poderá render juros ou ser aplicado em negócios. Os milionários compreendem que quando compramos uma casa de luxo também compramos uma vida de luxo. Os impostos sobre propriedade que temos que pagar subirão astronomicamente, junto com o que gastaremos em pessoal, equipamento e seguros, para além dos preços que os diversos serviços (lojas de alimentação, por exemplo) costumam ter nas áreas mais abastadas. Vários afirmam que a única coisa pior que uma grande casa é a enxurrada de problemas que ela nos traz.

A postura de um homem rico pode também ser vista através do seu automóvel: muitos conduzem automóveis velhos e despretensiosos. Sam Walton, o bilionário fundador da WalMart, uma cadeia de lojas de venda a retalho, deslocava-se numa camionete de caçamba aberta. Outro milionário dizia: Compro-os a peso: o maior carro que conseguir encontrar pelo menor preço. Até que ponto poderá um milionário levar uma vida simples? Certo dia, um professor começou a investir em acções. Após alguns anos, deixou o ensino e tornou-se bombeiro profissional. Porquê? É que os bombeiros têm muito tempo livre e ele precisava de mais tempo para olhar pelos seus investimentos. Já quase nos seus 60 anos, tinha acumulado uma fortuna cujo valor líquido ultrapassava os 5 milhões de dólares. Mas continuou a viver do seu salário de bombeiro e continuou naquela profissão até se reformar, o que revela outro exemplo da postura das pessoas ricas: não quis perder a reforma por inteiro.

2. Dê mais atenção ao rendimento líquido que ao salário.


A maioria dos milionários mede o seu sucesso pelo seu rendimento líquido, não pelo salário. Em vez de levarem o dinheiro para casa, aplicam o máximo que podem nos seus negócios, carteiras de ações e outros investimentos. Porquê? Porque o Estado não cobra impostos sobre a riqueza, mas sim sobre os rendimentos para consumo, e quanto mais estes forem, mais o Estado receberá. Aqueles que juntam rendimento líquido mais rapidamente têm tendência a aplicar todo o dinheiro possível em investimentos, não em consumo. Ao mesmo tempo,  reinvestem os lucros do seu investimento e observam os seus rendimentos líquidos a subir. Eis outro exemplo da atitude a adaptar.

3. Procure ser bem aconselhado.

Os maiores construtores de fortunas prestam muita atenção ao seu dinheiro e procuram conselhos de profissionais. Aqueles que gastam muito em automóveis, barcos e casas tendem a menosprezar os conselhos sobre investimentos. Pelo contrário, aqueles que não dão tanta importância a coisas luxuosas estão normalmente mais dispostos a pagar bom dinheiro a consultores em matérias legais e financeiras. Também procuram constantemente novas possibilidades de investimento. A parte mais misteriosa da acumulação de riqueza será aquele sexto sentido para descobrir oportunidades escondidas que alguns milionários desenvolvem. Um dos melhores exemplos que encontrei foi um médico. Era conhecido por ter comprado um terreno pouco tempo antes de um centro comercial ter instalado exatamente do lado oposto da rua e aí ter construído um imovel e alugado para um banco, um pouco antes do centro comercial ter êxito. Onde teria ele obtido a informação? Junto dos seus pacientes! Enquanto tratava deles, sabia de oportunidades de investimento antes de estas se tornarem do domínio público. Além disso, era suficientemente perspicaz para separar as boas pistas das más.

4. Desenvolva um plano.


As pessoas que fizeram a sua própria fortuna definem objetivos claros para o seu dinheiro. Podem querer aposentar-se cedo ou deixar uma propriedade aos seus filhos. Os objetivos variam, mas duas coisas estão sempre presentes: têm sempre uma imagem em mente (por exemplo, a quantidade de dinheiro que querem poupar até aos 50 anos) e trabalham incessantemente para atingir este objetivo. Comece a definir um plano agora, seja qual for a sua idade. Quanto é que quer acumular e até que idade? Depois, pense ao contrário: para alcançar o seu objetivo, quanto teria que poupar por ano? Há algo que o pode surpreender: se obtiver riqueza (e não apenas muito dinheiro), o seu objetivo, a tal casa luxuosa com que sonhou, não parecerá tão distante. Estará a adaptar a atitude correta!