quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nota Oficial do site Fairplace à respeito de informações publicadas na Mídia

Com extrema surpresa tivemos ciência de reportagem permeada de fatos inverídicos publicada no ultimo dia 03.11.2010 pelo veiculo jornalístico Correio Brasiliense acerca da Fairplace Comunidade de Empréstimos. 

Referida reportagem no causou forte indignação por se revestir de caráter muito mais opinativo do que investigativo, tendo em vista que o veiculo jornalístico sob comento, contra o qual manejaremos as devidas medidas legais, limitou-se no texto publicado a reproduzir fatos desconexos com o sistema operacional da Fairplace, bem como com seu arcabouço jurídico.

Como temos massivamente divulgado a publico, seja através do site da Fairplace, seja por meio de varias outras reportagens sérias e que se preocuparam em analisar e compreender o real funcionamento de nossa comunidade (como por exemplo a publicadas na Infomoney, Epoca, Estadao, Isto É, et c.), as atividades por nós desempenhadas carregam em si o peso da inovação e como qualquer novidade é normal e até desejável que surjam dúvidas, fatos com os quais nunca nos preocupamos tanto mais porque sempre consignamos que pretendemos atuar em estreita conformidade com a lei e com a maior transparência possível, valores pelos quais sempre zelamos em todas as nossas comunicações e maneira de agir. 

Vale dizer que embora tenhamos realizada tentativas de contato com o Correio Brasiliense na expectativa de esclarecer os fatos, comprovando a real estruturação das atividades da Fairplace para em seguida solicitarmos uma nota de esclarecimento ao público, em momento algum fomos atendidos com a atenção que o assunto merece, de forma que as falsas impressões tidas pelo jornal em questão foram transmitidas como se tivesses sido apurados e investigados os fatos e o negocio o que em momento algum ocorreu. 

Deixamos claro que a Fairplace é a favor da liberdade de expressão e imprensa, bem como de criticas ao seu modelo de negocio, pois entendemos que as mesmas, desde que embasadas e revestidas da seriedade e imparcialidade necessárias, são construtivas ao aprimoramento de nossas inovadoras atividades.

Todavia, entendemos que os questionamentos advindos da inovação trazida pela Fairplace para o mercado de credito tem limites suficientes claros, pois se referem basicamente a duvidas quanto aos aspectos regulatórios e enquadramento legal em face a lacunas existentes na legislação a respeito do tema, que podem, em um primeiro momento, conduzir ao entendimento de que a Fairplace é emprestadora de dinheiro a juros acima dos legalmente permitidos, o que definitivamente não é o que se verifica na pratica. Porem nesse contexto estamos suficientemente confortáveis em manter dialogo aberto com os órgãos regulatórios (inclusive e principalmente Banco Central e CVM) a fim de comprovar que as atividades da Fairplace, embora novas, são revestidas da legalidade necessária, de forma que não ferimos qualquer norma de ordem publica em nosso agir.

Esse e um ponto fundamental e que deve ser esclarecido: a Fairplace não tem qualquer impedimento em dialogar com os oragos reguladores e se necessário se adequar a sugestões que venham por eles a ser apontadas.

Algo totalmente diverso, porém, é o que foi veiculado na reportagem do ultimo dia 03.11, quando o jornal Correio Brasiliense de forma precipitada, antiética e parcial, limitou-se a dar opiniões através do formato de reportagem jornalística, citando de forma desleal e inverídica que o Banco Central, em conjunto com o Ministério Publico, tem processo administrativo em curso contra a Fairplace, fato que impugnamos em sua integralidade tendo em vista que ate o momento não recebemos absolutamente nenhuma notificação, citação ou qualquer outro ato formal assemelhado que possa indicar que existe referido procedimento em andamento.

Ademais, igualmente repugnantes as afirmações constantes da reportagem do veiculo jornalístico em questão ao dizer que o próprio Banco Central entende que o sistema adotado pela Fairplace é típico da fraude conhecida como "pirâmide", o que novamente é completamente dissonante da realidade, eis que ate o momento nunca havíamos recebido qualquer tipo de associação difamatória como esta (ate porque o próprio sistema adotado pela Fairplace impede que seja implementado qualquer ilícito de forma "pirâmide" como sugerido maliciosamente pela reportagem").

Portanto, e em função dos vários argumento expostos nessa já extensa nota explicativa, vimos pela presente consignar nossa intensa REPULSA à maliciosa e antiética reportagem à qual atribuímos o caráter de opinião difamatória e inverídica veiculada por meio de veiculo jornalístico, incomodados com o sucesso da Fairplace, que nada faz alem de propiciar alternativas e condições justas de acesso ao credito, por meio de uma plataforma inovadora e em estrita conformidade legal, facilitando o acesso a um mercado reconhecidamente predador de seus consumidores.


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Eldes Mattiuzzo
Fairplace Comunidade de Empréstimos

Dados operacionais do LendingClub em outubro de 2010






 

Os empréstimos classificados como "Issued", sao os empréstimos recentemente finalizados e que ainda nao efetuaram nenhum pagamento. Os dados sao referentes a outubro de 2010.



Status Loan Count Loan Dollars % ($) of
All Loans
% (count) of
All Loans
% ($) of
Billed Loans
% (count) of
Billed Loans
Issued 1655 $16,835,325 9.46% 9.06% 10.45% 9.96%
Current 13408 $131,276,400 73.75% 73.40% 81.45% 80.71%
Paid Off 1848 $16,240,900 9.12% 10.12% 10.08% 11.12%
< 30 Days Late 81 $853,775 0.48% 0.44% 0.53% 0.49%
> 30 Days Late 408 $4,231,925 2.38% 2.23% 2.63% 2.46%
Defaulted 868 $8,569,350 4.81% 4.75% 5.32% 5.22%

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quadro comparativo das duas maiores empresas de empréstimos P2P dos EUA:

Quadro comparativo das duas maiores empresas de empréstimos P2P dos EUA:

P2P Lending Sites:

Lending Club
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Prosper

|
Modelos de Emprestimos P2P:
Empréstimos Pessoais Yes Yes
Empréstimos Empresariais Yes Yes
Empréstimos para Educação Yes Yes
Valor maximo dos emprestimos (U$)
Valor maximo Pessoal $25,000 $25,000
Valor maximo empresarial $25,000 $25,000
Valor maximo educacional $25,000 $25,000
Qualificação minima
Minimo Credit Score 660 (TransUnion) 640 (Experian)
Parcela máxima do rendimento < 25% None
Taxas e Prazo dos emprestimos:
Taxas minimas e maximas (a.a) 6.39% – 21.64% 7.50% – 35.00%
Prazo 3 to 5 Years 3 Years
Mercado Secundario Investidores:
Emprestimos negociaveis Yes Yes
Pode vender os creditos Yes Yes
Taxa de negociação 1.00% 1.00%
Taxas cobradas Tomador
Taxa do devedor (Inclusa no emprestimo) 2.25% – 4.50% 0.50% – 3.00%
Multa cobrada por atraso $15 $15
Taxa cobrada por atraso $15 or 5% of payment $15
Penalidade Pagto. Antecipado Não Não
Taxas do investidor:
Taxa cobrada do investidor 1.00% dos pagtos. 1.00% do principal
Regulação Financeira
Titulos registrados na SEC Yes Yes
Investimento IRA (menos impostos) Yes No
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Peer to Peer Lending & Peer to Peer Loans: LendingClub

Prosper
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para Debate: Pode os dados das redes sociais serem usados para reduzir os riscos dos empréstimos P2P?

O empréstimo P2P é em grande parte anônimo e inseguro. Para fazer com que os riscos de crédito sejam aceitáveis para o credor, os serviços de empréstimos p2p tiveram de implementar modelos e informações para auxiliarem os credores na tomada de decisão ao avaliarem a dimensão do risco de inadimplência.

O cálculo da estimativa do nível de risco não poderia vir da própria plataforma da empresa, tendo em vista que a mesma não tem antecedentes históricos e não poderia construir um modelo que "calcula" o nível de risco envolvido para o investidor. A conseqüência foi unânime em quase todas as empresas de empréstimo p2p, sendo estabelecido que terceiros seriam os fornecedores de dados histórico de crédito e pontuação de crédito. A Prosper, por exemplo, utilizam os dados Experian para mensurar a inadimplência prevista em função da classe de crédito. O site brasileiro Fairplace utiliza os serviços da Serasa Experian para fornecer aos investidores a inadimplência prevista para aquele tomador.

Ao longo do tempo tornou-se óbvio que o nível de inadimplência real na Prosper eram muito superiores aos níveis de padrão esperado, com base em dados Experian. Nós realmente não precisamos discutir aqui o que levou a isso (seja o desenvolvimento financeiro da economia, seja ele de que o empréstimo p2p atraiu os piores tomadores impactando negativamente o resultado esperado), mas o resultado foi que desde que os padrões eram muito superiores ao resultado esperado, o retorno esperado do investidor foi muito menor do que o esperado no momento do investimento. O mesmo resultado ainda não foi comprovado no Fairplace, pois a duração dos empréstimo vigentes ainda não nos permite uma avaliação perfeita das pontuações oferecidas pela empresa.

E isso não é específico da empresa Prosper. Vários outros serviços de empréstimo p2p mostram sinais claros de que os níveis de inadimplência vão superar os percentuais de inadimplência publicado inicialmente como esperado com base em dados externos.

O site Boober falhou devido a níveis de inadimplência, o MYC4, o Smava e o Schufa também estão sendo duramente penalizados pela inadimplência, a única exceção à regra é o Zopa do Reino Unido, que com sucesso consegue manter os padrões de inadimplência baixo.

Mas o que mais pode ser feito para melhorar a análise de crédito de um tomador? Obviamente uma avaliação mais rigorosa dos serviços de informação de crédito e das empresas de empréstimo p2p.
Exemplo: A Fairplace poderia ser mais rigorosa nas análises documentais e cadastrais, proibindo, por exemplo, um usuário de ser credor e devedor ao mesmo tempo, pois hipoteticamente falando o risco dele será maior que o apontado pela nota inicial fornecida pelo Serasa. Caso não haja essa proibição, impor a obrigatoriedade de informar que se trata de credor e tomador simultâneo.

Quando a Prosper começou, introduziu grupos de empréstimos - com base no pressuposto de que as relações desses grupos acrescentariam responsabilidade social para pagar o empréstimo. Um conceito que funciona bem em microfinanças, mas falhou na Prosper. Os grupos formados, raramente tinham laços entre os membros. Devido ao anonimato, não-contribuintes não precisavam temer a pressão social em caso de não pagamento. E a Prosper deu incentivos errados pagando grupo de líderes para recrutar novos mutuários.

Uma idéia interessante seria utilizar os dados das redes sociais como o LinkedIn ou Facebook. Essas redes crescem a uma taxa exponencial. Quase todos os usuários são membros em pelo menos uma, por exemplo, atualmente tenho vários contatos no Facebook, minha rede social mais usada.

Mas você deve estar perguntando, o que eu sei ou poderia saber, através da rede social sobre esses contatos (tomadores), que poderiam ser úteis na concessão de empréstimos p2p (da perspectiva de um credor):

* A sua situação financeira atual? talvez
* O seu nível de renda? talvez
* A situação de emprego e a empresa em que trabalham? Na maioria dos casos, sim
* Sua história de trabalho de educação e de passado? Em muitos casos, sim
* Posso avaliar se eles fizeram honrar seus acordos financeiros no passado? Somente em casos raros, onde tenho uma relação comercial há muito tempo e a pessoa é um empreendedor
* Posso dizer que estou convencido de que iria reembolsar um empréstimo, ou pelo menos fazer tudo o possível? Em alguns casos
• E em um nível mais emocional, que se resumiria a: Eu posso confiar neles?

Após o login, as redes sociais, não só me mostra quantos contatos diretos que tenho, mas também mostra o número de conexões de segundo e terceiro nível.

Para essas conexões de segundo e terceiro nível minhas respostas às perguntas acima não são respondidas nem de perto, pois sequer conheço a maioria deles.

Então, como poderia um serviço de empréstimo p2p fazer uso de dados de redes sociais e laços de rede social? Para o bem do debate, eu imagino o seguinte modelo:

TOMADORES: Primeiro o tomador precisaria estar pronto para renunciar ao anonimato nos seus pedidos de empréstimo. Isto gera um risco para o tomador. Mas lembre-se que os riscos incorridos pelo investidor são muito maiores, conforma descrito anteriormente.

Na verdade, tenho observado muitas listas, onde os mutuários voluntariamente divulgam a sua identidade. Não dando o seu endereço ou número de telefone, mas sim pela divulgação de informações como o nome, o site da empresa em que trabalha ou é proprietário ou através da indicação do seu endereço na rede social, o que faz com que a sua identidade seja de fácil acesso para a pesquisa. Existem muitos devedores na Fairplace utilizando fotos pessoais. Listas de devedores que divulgam informações pessoais são muito mais atraentes para os credores, do que aqueles que não fornecem informações pessoais.

Então vamos supor que existe um pequeno número de mutuários que estão dispostos a renunciar totalmente ao anonimato nas suas redes sociais. Para eles, uma benefício extra adicional durante o leilão poderia ser oferecido, como por exemplo, um teto máximo inferior de cobrança de juros, ao invés de 4,99% seria de 3,75%. Ou, uma cobrança percentual menor das taxas cobradas pelo Fairplace do tomador.

E quanto à privacidade dos dados? As conexões de rede social e os dados dos perfis são públicos de qualquer maneira, quando não são, os tomadores deverão liberar o acesso aos credores irrestritamente. A informação nova é a divulgação do processo. O impacto é diferente se o C foi perguntado "Você acha que A é confiável financeiramente" em relação “Você acha que ele pode pagar isso?”.

Será que os serviços de empréstimo p2p prosseguirão por esse caminho? Eu não sei. Será que isso funciona? Eu não sei. Poderia ser manipulado, se implementado como sugerido acima? Claro que sim. Eu acho que seria transparente? Não.

Mas eu sinto que todo o serviço de empréstimo p2p que conseguir adicionar um adicional, um item adicional de "confiança" não derivado de pontuação de crédito ou histórico de crédito, mas sim com base em conexões sociais, terá uma vantagem competitiva e poderá diminuir os riscos nas transações, gerando uma perpetuidade de negociações. O grande problema gerado por este sistema de empréstimos tem sido a inadimplência, nada melhor que estudar e conjuntamente achar uma solução razoável.

Se for factível sem renunciar ao anonimato do mutuário - melhor ainda. Então eu convido você para compartilhar suas idéias e opiniões sobre se e como os serviços de empréstimo p2p poderiam fazer uso de dados da rede social, voce podera se manifestar aqui ou no fórum do Diego Venâncio.

sábado, 30 de outubro de 2010

O famoso discurso de Gordon Gekko

O discurso de Gordon Gekko, no filme Wall Street (1987), é um clássico da filmografia relacionada ao mundo dos investimentos financeiros. Gekko é o maior representante do paradigma do especulador financeiro desalmado, que na linguagem mais popular dos investidores, é chamado de “tubarão” – uma comparação com nós, os pequenos investidores, que somos chamados de “sardinha”.  No imaginário popular, os tubarões ganham muito dinheiro no mercado financeiro por ter acesso a informações privilegiadas (a insider information) e nós, pobres sardinhas, só podemos comer as migalhas. É claro que, apesar dos esforços pela regulação do mercado, existem especuladores que ganham dinheiro com informação privilegiada (os Gekkos da vida real) – mas isso não significa que investidores de longo prazo não têm chance de enriquecer.



O discurso de Gekko é proferido na assembléia anual de acionistas da empresa Teldar Papers, quando o especulador tenta justificar perante os acionistas a aquisição agressiva do controle da empresa. Nele, Gekko imortaliza a frase “A ganância é boa”, que inspirou uma geração de especuladores. Vamos ao discurso, sem deixar de registrar que o filme foi dirigido por Oliver Stone e que os direitos de distribuição são da Fox:

- Gekko: Bem, eu aprecio a oportunidade que você está me dando, Sr. Cromwell [o Presidente da Teldar Papers, que se opunha à aquisição], como o maior acionista da Teldar Paper, de falar. Bom, senhoras e senhores, nós não estamos aqui para sermos indulgentes com a fantasia, mas com a realidade política e econômica. A América, a América se tornou uma potência de segunda classe. Seus déficits fiscal e comercial são um pesadelo de proporções gigantescas.
Mas nos dias de livre mercado, quando nosso país era a principal potência industrial, havia prestação de contas para o acionista. Os Carnegies, os Mellons, os homens que construíram este grande império industrial, garantiram isso porque era o dinheiro deles que estava em jogo. Hoje, a administração não é proprietária da companhia! Todos estes homens que estão sentados aí em cima [a administração da Teldar] têm menos de 3% da empresa. E onde o Sr. Cromwell investe seu salário de um milhão de dólares? Não nas ações da Teldar: ele possui menos de 1% delas.
Vocês possuem a empresa. É verdade — vocês, os acionistas. E vocês estão sendo enganados por eles, esses burocratas, que almoçam filé, viajam para caçar e pescar, têm jatos corporativos e paraquedas dourados.
- Intervenção de Cromwel: Isso é um ultraje! Sr. Gekko, você saiu de linha!
- Gekko: A Teldar Paper, Sr. Cromwell, a Teldar Paper tem 33 vice-presidentes diferentes, cada um ganhando mais de 200.000 dólares por ano. Agora, eu passei os últimos 2 meses analisando o que esses caras fazem, e até agora não descobri. Uma coisa que eu sei é que nossa empresa de papel perdeu 110 milhões de dólares no ano passado, e eu aposto que metade disso foi gasto com a papelada que vai e volta entre todos esses vice-presidentes.
A nova lei da evolução da América corporativa parece ser a sobrevivência do mais fraco. Bem, no meu livro ou você faz certo ou você é eliminado. Nas últimas 7 transações em que estive envolvido, havia 2.5 milhões de acionistas que tiveram um lucro antes dos impostos de 12 bilhões de dólares. [Palmas] Obrigado. Eu não sou um destruidor de empresas. Eu sou um libertador delas!
A questão é, senhoras e senhores, que a ganância — na falta de uma palavra melhor — é boa. Ter ganância é certo. Ter ganância funciona. A ganância esclarece, separa e captura a essência do espírito evolucionário. A ganância, em todas as suas formas — ganância pela vida, pelo dinheiro, pelo amor, pelo conhecimento — marcou a evolução da humanidade. E a ganância — lembrem-se de minhas palavras — irá salvar não apenas a Teldar Paper, mas aquela outra empresa chamada Estados Unidos da América. Obrigado.”






Uma empresa deve prestar contas a seus acionistas e deve ser lucrativa. Uma empresa não pode ter uma administração burocrática demais. Ela serve para dar maximiazar riqueza para os acionistas. Ela tem que ser agressiva para dar lucros para seus verdadeiros donos, os acionistas. A ganância, nesse sentido, é boa. Não à ganância corrupta, sim à ganância produtiva. Gekko, sendo um especulador inescrupuloso, talvez não defendesse algo como uma distinção entre ganância corrupta e ganância produtiva, mas também podemos extrair essa leitura de seu discurso.
Wall Street  retratou o espírito de uma época que culminou na crise de 1987. Essa semana estreou no Brasil a sequência do filme, Wall Street 2: o dinheiro nunca dorme — e que provavelmente será lembrado como o retrato de uma época que também culminou numa crise, da qual ainda não saímos por inteiro. Uma frase de Gekko que já destaco é: “Alguém me lembrou que eu já disse: a ganância é boa. Agora, ela foi legalizada”. Segue o trailer:



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Serviços de empréstimos P2P na Europa


Visualizações são excelentes para mostrar os dados que poderiam ser apenas uma longa lista. Vou colocar um mapa com os serviços de empréstimo p2p na Europa. Ele mostra os serviços de empréstimos p2p ativo e interrompido na Europa (incluindo microfinanças p2p). Não são listados os sites que estão em fase de pré-lançamento. 


Caso queiram saber os serviços de empréstimos P2P disponíveis na America do Norte clique aqui! Ouvir
Ler foneticamente

10 coisas que um milionário nunca vai falar para você!





1. "Você pode pensar que eu sou rico, mas eu não sou."

Um milhão de dólares pode soar como uma fortuna para a maioria das pessoas, e as pessoas que possuem tanto dinheiro não tem do que reclamar - elas são mais ricas do que 90% das famílias dos EUA e ganham, em média, $ 366,000 por ano, colocando-os em 1% dos contribuintes. Mas o clube não é mais tão exclusivo. Cerca de 10 milhões de lares têm um patrimônio líquido acima de $ 1 milhão, excluindo hipotecas, quase o dobro do número de 2002. Além disso, uma pesquisa recente realizada pela Fidelity, banco norte-americano, encontrou apenas 8% dos milionários que pensam que são "muito" ou "extremamente" ricos, enquanto 19% não se sentem ricos. "Eles estão preocupados com os cuidados de saúde, aposentadoria e como eles vão sustentar seu estilo de vida", diz Gail Graham, um executivo de gestão de riqueza da Fidelity.

De fato, muitos milionários ainda não têm o suficiente para luxos exclusivos, como a adesão a um clube de golfe de elite, que pode chegar a  US$ 300.000 por ano. Enquanto $ 1 milhão foi uma boa soma de três décadas atrás, você precisará de $ 3,6 milhões para ter o mesmo poder de compra hoje. De acordo com a empresa de pesquisa TNS, metade de todos os milionários têm patrimônio líquido de US$ 2,5 milhões, ou menos, então, o que leva um milionário a sentir-se verdadeiramente rico? O número mágico é de US$ 23 milhões, segundo a Fidelity.

2. "Eu faço compras na loja Wal-Mart ..."

Eles não compram as toalhas de papel de $ 0,99, mas os milionários sabem o que é ser frugal. Cerca de 80% deles dizem que gastam o seu dinheiro com uma mentalidade de classe média, de acordo com uma pesquisa de 2007, feito com indivíduos de alto patrimônio líquido, publicado pela American Express e pelo Grupo Harrison. Isso significa que somente  compram itens de luxo em promoções, saem à caça de pechinchas e utilizam obrigatoriamente os cupons de descontos.

Don Crane, dono de uma empresa de pequeno porte em Santa Rosa, Califórnia, certamente sabe o valor de poupar todos os dias. "Sabemos quanto podemos economizar em qualquer coisa", diz ele, acrescentando que seu patrimônio líquido é de US$ 1 milhão, mas ele e sua esposa, ambos cresceram em fazendas do Centro-Oeste, onde nada foi em vão e sua esposa utiliza cupons de desconto até hoje. Na verdade, a maioria dos milionários vêm de famílias de classe média, e cerca de 70% ficaram ricos há menos de 15 anos, de acordo com o levantamento AmEx Harrison. Dito isto, há uma abundância de milionários que nunca verificaram ou barganharam o preço de um produto. "Eu sempre quis viver acima dos meus meios, porque isso me inspirou a trabalhar mais", diz Robert Kiyosaki, autor do best seller Pai Rico 1997, Pai Pobre. Um empresário que vale  milhões, Kiyosaki diz que não sabe mesmo o valor de nada que possui em casa.

3. "... Eu fiquei rico montando o meu negócio e não sendo empregado".

Como fazer parte do clube dos milionários? Você poderia comprar ações ou imóveis, tentar a sorte em Las Vegas ou na loteria, ou tomar o caminho mais comum: administrar seu próprio negócio. É assim que a metade de todos os milionários ficaram ricos, de acordo com o levantamento AmEx Harrison. Cerca de um terço tinha uma prática profissional ou trabalharam no mundo corporativo e apenas 3% herdou sua fortuna.

Independentemente de como eles construíram sua galinha de ovos de ouro, praticamente todos os milionários "fazem um uso criterioso da dívida", diz Russ Alan Prince, co-autor de "O Milionário de classe média." Eles pegam empréstimos para construir o seu negócio, evitam os juros altos de cartão de crédito e alavancam a sua própria casa para financiar o negócio caso o seu fluxo de caixa não comporte.

4. "Eu tenho um concierge para tudo."

Um bom restaurante pode estar com reservas lotada por meses - pelo menos para quando uma pessoa comum liga para fazer reservas, mas muitos restaurantes chiques possuem lugares reservados para celebridades e clientes VIP, e é aí que o concierge entram em cena, por honorários de US $ 25 por hora para seis vezes por ano, estes mordomos modernos tem o caminho secreto em restaurantes chiques, reservas de spa e até mesmo uma vaga no clube de golfe exclusivo. Os bons concierges vasculham o planeta para achar o que seus clientes querem - se é água benta abençoada pessoalmente pelo Papa, tequila mexicana raras ou comidas artesanais encontradas somente no norte da Espanha os concierges encontrarão. "Para algumas pessoas, o custo não importa", diz Yamileth Delgado, que dirige a Marquise, uma empresa de prestação de serviços de concierge, e que uma vez achou uma iguaria espanhola para um cliente - 40 quilos de chouriço, ao valor de $ 1.000.

Os serviços de concierge agora se estendem a atendimento médico também, por cerca de US $ 2.000 a $ 4.000 por mês, os clientes podem ter acesso 24 horas a um médico clínico geral que faz visitas em casa e podem facilitar a admissão e encaminhamento a um hospital ", sem longas esperas na sala de emergência".

No Brasil é muito comum as pessoas ricas utilizarem o serviço de concierge oferecido pelos cartões de crédito, que possuem um preço muito razoável e prestam um ótimo serviço.

5. "Você não fica rico por ser bom."

John D. Rockefeller ameaçou os rivais de falência se não vendessem as empresas para o seu conglomerado, a Standard Oil. Bill Gates foi implacável na construção da Microsoft, a maior empresa do mundo de software (lembre-se da Netscape?). De fato, muitos milionários admitem privadamente que são "bastardos no mundo dos negócios", diz Prince. "Eles não são caras legais." É claro que os ricos ao se olharem  no espelho não verão Gordon Gekko. A maioria dos milionários partilham os valores da classe média dos seus parentes, diz Lewis Schiff, um consultor de riqueza privada: "Passar tempo com a família realmente importa para eles." Apenas 12% dizem que o que mais quer é ser lembrado por seu legado na empresa, de acordo com o estudo AmEx Harrison .

Milionários são se intimidam aparentemente com o fracasso. Crane, por exemplo, possui agora uma empresa de sucesso, mas o seu primeiro negócio, uma parceria imobiliária, entrou em falência, o que lhe custou 20.000 dólares - mais do que sua casa valeu naquela altura. "Foi o momento mais deprimente da minha vida, mas foi a melhor lição que eu aprendi", diz ele.

6. "Os impostos são para pessoas pobres."

A maioria dos milionários não pagam impostos. De fato, os 1% de assalariados pagaram cerca de 40% dos impostos federais em 2005 - uma gritante soma de $ 368,000 milhões - de acordo com o Internal Revenue Service. Dito isto, os ricos tendem a obter uma parcela maior de seus rendimentos em dividendos e ganhos de capital, que são tributados a taxas mais baixas do que os salários (15 por cento de ganhos de capital a longo prazo versus 25 por cento para os salários da classe média). Além disso, os assalariados de alta renda pagam imposto de segurança social apenas nos seus primeiros $ 97.500 de renda.

Donos de empresas e propriedades podem diminuir as receitas tributavéis com as despesas, tais como juros de hipotecas, e isso sem fazer qualquer contabilidade criativa. Depois, há os paraísos fiscais, fundos e outros mecanismos a serviço de pessoas muito ricas para proteger a sua riqueza. Estima-se que 2 milhões de americanos têm contas não declaradas no exterior e rendimentos em países estrangeiros que custam  aos EUA de $ 20 bilhões a $ 40 bilhões por ano, de acordo com o IRS. Na verdade, "um número crescente de pessoas querem criar um fundo offshore", diz Vernon Jacobs, um contabilista público certificado no Kansas que se especializou em auditoria de contas externas.

7. "Eu era um estudante B".

Mamãe tinha razão quando disse que boas notas eram a chave para o sucesso - mesmo que não necessariamente uma grande conta bancária. Segundo o livro "A Mente Milionária", a média de pontos dos milionários na faculdade é de 2,9, e a contagem do SAT média é 1190 - dificilmente seriam aprovados em Harvard. De fato, 59% dos milionários estudaram em uma faculdade ou universidade do estado, de acordo com AmEx / Harrison.

Quando lhe pediram para listar as chaves do seu sucesso, milionários elegeram o trabalho duro em primeiro lugar, seguido da determinação, educação e "tratar os outros com respeito." Eles também dizem que o que eles absorveram em sala de aula era menos importante do que aprenderam com a vida, disse Jim Taylor, vice-presidente do Grupo Harrison. Mas para cada Ph.D. milionário, há muitos mais que enrolava na escola. Kiyosaki, por exemplo, diz que a única maneira que ele sobreviveu no colégio foi por "estar perto" dos inteligentes em sala de aula.

8. "Gostou da minha Ferrari? É alugada."

 

Por que gastar 3.000 dólares em uma bolsa da Versace, que estará fora de moda logo na próxima temporada, quando você pode alugá-lo por US $ 175 por mês? Porque gastar  250.000 dólares em uma Ferrari se por US $ 25.000 ela pode ser sua por alguns finais de semana por ano? Os clubes que oferecem "propriedade compartilhada" de jatos foram populares há algum tempo e agora o conceito se estendeu a outros luxos high-end como carros exóticos e belas artes. Será que a moda pega? Mais de 50 por cento dos milionários dizem que planejam alugar bens de luxo nos próximos 12 meses, de acordo com uma pesquisa feita por Prince & Associates. Bolsas no topo da lista, seguido por carros, jóias, relógios e arte. Empresas Online como a Bag Borrow or Steal, por exemplo, atendem a clientes que querem sempre novos acessórios de grife e jóias, por preços a partir de 15 dólares por semana.


Para Suzanne Garner, uma engenheira milionária de software, que reside em  Santa Clara, Califórnia, possuir um carro $ 100.000 não fazia sentido financeiro (ela dirige um Mazda Miata). Em vez disso, Garner paga até US $ 30.000 em quotas anuais para o Club Sportiva, um clube de carro com propriedade fraccionada em San Francisco, que permite que ela tire Ferraris, Lamborghinis e outros veículos exóticos nos finais de semana. "Eu sei tudo sobre o carro", diz ela. Quando parado em um semáforo em uma Ferrari recentemente, Garner recebeu uma proposta de casamento de um homem em uma caminhonete. (Ela recusou a oferta.)

9. "Acontece que o dinheiro pode comprar a felicidade."

Não pode ser politicamente correto para as pessoas que não são ricas, mas os ricos são realmente diferentes. "Não há nenhum grupo na América que é mais feliz do que os ricos", diz Taylor, do Grupo Harrison. Cerca de 70% dos milionários dizem que o dinheiro "criou" mais felicidade para eles, observa ele. Maior renda também se correlaciona com classificações mais elevadas na satisfação com a vida, segundo um novo estudo realizado por economistas da Wharton School of Business. Mas não é necessariamente o Bentley que leva à felicidade. "É a liberdade que o dinheiro compra", afirma Betsey Stevenson, co-autor do estudo da Wharton.

Concomitantemente, as taxas de depressão são mais baixas entre os ricos, de acordo com o estudo da Wharton, e os ricos tendem a ter melhor saúde do que o resto da população, diz James Smith, economista sênior do trabalho na Rand Corporation. (Na verdade, saúde e felicidade são tão estreitamente correlacionados como a riqueza e a felicidade, diz Smith.) Os ricos parecem mesmo sorrir e rir com mais freqüência, de acordo com o estudo da Wharton, além de serem tratados com mais respeito e ingerindo comida de melhor qualidade . "As pessoas passam o seu dia muito diferente quando eles têm um monte de dinheiro", diz Stevenson.

10. "Você se preocupa com as aparências - Eu me preocupo em ganhar dinheiro".

Riqueza pode ser um longo caminho para criar a felicidade, mas a classe média rica ainda não consegue levar uma vida como a do milionário - o cara que escreve cheques de caridade de US $ 100.000 e possui sua própria ilha privada. "O que faz as pessoas felizes não é o quanto eles estão ganhando", diz Glenn Firebaugh, sociólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia. "É o quanto eles estão ganhando em relação aos seus semelhantes."

Na verdade, apesar de todas as suas riquezas, 40 % dos milionários tem medo de que seu padrão de vida cairá na aposentadoria e que o seu dinheiro vai acabar antes de morrer, segundo a Fidelity. “Você nunca está feliz com o que tem", diz Stevenson. "Não há ponto de saciedade". Mas esse é o problema de acompanhar os milionários. "Milionários estão sempre olhando para cima", diz Schiff, "e acho que é melhor lá em cima."

Nota: texto extraído e traduzido da revista americana SmartMoney.